quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nosso bb já vai fazer 1 aninho!


Toda vez que dizemos essa frase, ele vem com o dedinho levantado. Há um ano, nesse dia, eu estava dando aula, me sentinho bem, mas estressadíssima com uma bendita reforma lá em casa. Dizem que a gente sente quando eles vão chegar e fica doida pra preparar o ninho.

Minhas aulas na faculdade começaram e eu estou cheia de projetos e quase não tenho tempopra tudo que quero. Mas volto pra mostrar uma retrospectiva de nosso Luquinha e pra falar dos nossos desejos pro futuro.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amamentar é mmmmmmuuuiiiiito bom!!!!!!






Começo já dizendo que cada pessoa decide o que é melhor para si, mas amamentar é uma decisão que está longe de importar só para a mãe. Posso falar, agora, por experiência própria sobre as várias faces (não todas, é claro) do ato de amamentar.



Durante a gravidez, sempre me preocupei com o bico dos meus seios, por serem pequenos, quase infantis. Além da mudança de pigmentação causada pelos hormonios, fiz tudo que me ensinaram para torná-los mais ásperos e resistentes e assim fugir das terríveis rachaduras nos mamilos. Queria muito amamentar, sempre via minha mãe amamentando meus irmãos e ficava olhando pra carinha de ternura e aconchego deles. Queria poder proporcionar esse momento para o meu príncipe! Também nessa época, não aguentava mais as campanhas a favor da amamentação. Calma, vou explicar porquê. Sem entrar em detalhes sobre como deve ser ou não ser uma campanha publicitária por causa do meu desconhecimento sobre o assunto, eu achava as informações muito óbvias. É claro que o leite materno é o melhor alimento para o bebê. Ajuda a mãe a emagrecer, é também uma proteção contra muitas doenças que podem atingir a criança, etc. Achava que tamanha insistência devia-se ao fato de existirem muitas mães desnaturadas, desinformadas ou sob a influência de avós que não davam importância à amamentação.



Assim que Luca nasceu e minha luta para amamentar começou, pude constatar que tais campanhas não foram úteis pra mim. Sei que elas podem funcionar para muitas pessoas, mas sei que deve ter um grupo grande que pense como eu. Me ajudaria muito saber como se dá a produção do leite no meu corpo, só para começar.



Vivemos cercadas de mitos sobre a produção do leite materno. E tome mingau disso, mingau daquilo... e se a pobre não produz leite é como se ela não fosse merecedora, e tinha de se contentar com o fato. Quando descobri que o leite se forma pelo estímulo de um hormonio, produzido por uma glândula na cabeça... que o stress colabora e muito para a baixa produção...fiquei mais tranquila. Se tem algumas mulheres que o leite jorra em abundância e outras não, as que tem uma menor produção devem amamentar em livre demanda para que a produção aumente. Eu fiz parte do segundo grupo! Também fiz parte do grupo dos mamilos fissurados! Mas eu n-u-n-c-a desisti fácil das coisas que queria. Também não gostava da ideia de Luca tomar outro leite. Não só pelas diferenças expostas pelas campanhas, mas por ciúme mesmo! He, he!!!



Com o tempo as dores foram passando e só ficou o lado bom, o lado maravilhoso, a carinha de ternura e aconchego ao mamar, a choradinha de dengo que ele dá até hoje ao ver o peito, as bochechinhas coradas de saúde. Me sinto orgulhosa por isso, seria hipócrita se dissesse o contrário. Não dei de mamar para imitar alguma atriz, ou porque fui obrigada pelas pressões sociais. Fui movida pelo sentimento de amor. Assim como ele se formou dentro de mim, amamentar era como se eu estivesse completando o que começou no meu útero. Sei que algumas mães não conseguem e não as classifico como desnaturadas hoje. Cada uma é atravessada por muitas circunstâncias que favorecem ou desfavorecem a amamentação. Sem falar da maturidade psicológica em que se encontram para enfrentar tais circunstâncias.



Recentemente eu li uma história sobre amamentação bem diferente das usuais e fiquei encantada por ela:



"Primeiras lembranças
Minha mãe sentava-se numa cadeira, tirava o avental
e eu ia. Colocava-me entre suas pernas, enfiava as mãos
no decote do seu vestido, arrancava dele os seios e
mamava em pé.
Ela aproveitava o tempo, catando piolhos da minha cabeça
ou trançando-me os cabelos. Conversávamos, às
vezes:
— Mãe, a senhora gosta de mim?
— Ué, claro que gosto, filha.
—- Que tamanho? — perguntava eu.
Ela então soltava minha cabeça, estendia os braços e
respondia sorrindo:
— Assim.
Eu voltava ao peito, fechava os olhos e mamava feliz.
Era o tanto certo do amor que precisava, porque eu
nunca podia imaginar um amor além da extensão de
seus braços.



Geni Guimarães"

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Campeonato Baiano de Bicicross


Será realizado neste final de semana, no dia 21 de junho, a 2ª etapa do Campeonato Baiano de Bicicross, na cidade de Salvador-Bahia. Organizado pela FBBx (Federação Baiana de Bicicross) e composto de 5 etapas, teve a 1ª etapa em Feira de Santana-Bahia. A previsão de participação é de aproximadamente 100 pilotos de todo estado da Bahia e também de Alagoas e Sergipe.


CATEGORIAS:
Iniciantes – Boys 5/6 – Boys 7/8 – Boys 9/10 – Boys 11/12 – Boys 13/14 – Boys 15/16 – Expert 17/29 – Feminino até 6 anos – Feminino 10/12 – Feminino 13/16 – Feminino 17 acima - Elite Cruiser (17/29) – Cruiser 30/39 – Cruise (40+) – MTBx – Elite Master – Elite Man – Super Pais.

INSCRIÇOES
a) Na categoria Elite Man R$ 50,00, nas demais R$ 30,00. – OBS: Será feito um rateio de 100% do valor das incrições na categoria elite man.
b) As inscrições só serão aceitas até a Sexta-feira as 20:00h que antecede o evento, caso haja alguma mudança ou inclusão até sábado as 12:00h.
c) E caso a entidade passe a inscrição e o atleta não for, o responsável pagará do mesmo jeito.
d) Inscrição no dia da prova será aceito até as 9:00hs com uma multa de 50% do valor da mesma.
e) Inscrição via email
fbbx@fbbx.com.br – laelsonrios@hotmail.com.

PREMIAÇÕES
a) Receberão troféus do 1º ao 8º colocado em todas as categorias.
b) Distribuição de vários brindes entre os pilotos campeões.
PROGRAMAÇÃO DOS EVENTO:
DOMINGO:
Das 7:00h às 8:00 = Café da manhã para todos os pilotos inscritos.
Das 8:00h às 9:30h – Treinos oficiais dividido por categoria
Das 9:50h às 10:00h – Solenidade de abertura
Às 10:00h – Inicio das competições
Às 12:00h – Entrega das premiações

PROGRAMAÇÃO DOS TREINOS:
Das 8:00h às 8:20 = Girls 13/16 – Girls 17+ – Boys 13/14 – Boys 15/16 – Iniciante – Super Pais
Das 8:20h às 8:40h = Boys 5/6 – 7/8 – 9/10 – Girls 10/12 – Feminino até 6 anos
Das 8:40h às 9:00h = MTBx – Expert 17/29 e todas as cruiser’s
Das 9:00h às 9:30h = Elite Máster- Elite Man.

Agora é a vez do papai!!!!



Olá, meu nome é Jarbas e vou contar pra vocês a emoção de ser Pai pela 1º vez. Minha esposa teve uma gravidez muito tranquila e bem assistida. Trabalhou até bem próximo de dar a luz ao nosso filhão. No dia em que Luca resolveu bater à porta, eu estava no trabalho, fechando alguns arquivos para a Fundação onde trabalho, foi quando recebi o telefonema de minha esposa me dizendo a estava sentindo cólicas e perdendo um pouco de sangue. Fiquei azuadinho. O meu amigo que estava fazendo o trabalho comigo disse:
- Cai fora Jarbas deixa essa p**** aí e vai logo!!!
Corri pra moto e quando cheguei nela não sabia nem como ligar, imagina ir pra casa com ela, mas cheguei, me tremendo, mas cheguei.
Quando chego em casa, vejo Bianca chegando da casa da mãe com um ar de tranquilidade incrível, pois até aquele momento tava tudo tranqüilo...ainda!!!
A agonia começou mesmo de 14h30 até 6h15 da manhã de sábado. No decorrer desse tempo fomos para o hospital e voltamos devido ainda não haver dilatação suficiente para dar entrada no internamento. Até que eu estava tranquilo, minha sogra parecia uma nuvem rosa e minhas cunhadas se preocupavam em tirar fotos. Já Bianca, coitada... sofria com as contrações que ficavam cada vez mais constantes. Até que depois de seguir orientações das enfermeiras para andar bastante para ter mais dilatação conseguimos o internamento às 23h. Fiquei p*** porque não me deixaram ficar com ela e me mandaram pra casa. Só voltei às 6h para saber se Luca já tinha nascido. A assistente social me disse que ela ainda estava em trabalho de parto. Fiquei doido porque ela tinha dado entrada às 11h e já eram pouco mais de 6h. Imaginei que ela estava sofrendo bastante e mal sabia que meu filho estava nascendo naqueles minutos. Voltei pra casa pra comer alguma coisa, mas voltei na mesma hora até que encontrei a assistente voltando da ronda com a notícia que Luca tinha nascido saudável com 3,450 kg e 48,5 cm e Bianca estava bem. A primeira pessoa pra quem liguei foi pra meu Pai meio sem conseguir falar, trêmulo e depois liguei pra minha sogra para avisar que estava tudo bem com Bianca e com Luca.
Muitas pessoas me falavam que ser Pai era muito bom, mas acho que é bem melhor do que isso. É um amor que não dá pra descrever.

sábado, 16 de maio de 2009

Com licença poética!

Ilustração Jarbas Azevedo



Vou postar um poema que li e me identifiquei muito. É de Adélia Prado, mineira, dona de casa, professora, habilidosissíma na escrita. O poema a seguir, dialoga com o Poema de sete faces, de Drummond, também muito querido por mim.


Algo mais sobre Adélia, http://www.releituras.com/aprado_bio.asp





Com licença poética




Quando nasci um anjo esbelto,


desses que tocam trombeta, anunciou:


vai carregar bandeira.


Cargo muito pesado pra mulher,


esta espécie ainda envergonhada.


Aceito os subterfúgios que me cabem,


sem precisar mentir.


Não sou tão feia que não possa casar,


acho o Rio de Janeiro uma beleza e


ora sim, ora não, creio em parto sem dor.


Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.


Inauguro linhagens, fundo reinos


(dor não é amargura)


Minha tristeza não tem pedigree,


já a minha vontade de alegria,


sua raiz vai ao meu mil avô.


Vai se coxo na vida, é maldição pra homem.


Mulher é desdobrável. Eu sou.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O nascimento do nosso "Pipu"







Ao invés de falar detalhadamente como foram as minhas 22 h de trabalho de parto (quando fiz as contas me assustei, porque não pareceram tão longas e sofridas dada a minha felicidade no momento), vou falar de como foi possível a vinda desse maravilhoso ser para o nosso convívio.


Acredito muito em Deus e sei que foi Ele que fez a minha vida e a do papai se cruzar inúmeras vezes. Nascemos na mesma maternidade, quase sempre moramos perto um do outro, estudamos na mesma escola, fomos parceiros na festinha de São João na escola, e na adolescência, momento em que se desperta olhares para o outro, tudo parava quando o papai de Luca encontrava comigo. Até que começamos a namorar e não entendíamos como, em "tão pouco tempo", estávamos tão ligados.


Curtimos cinco anos de namoro (bem curtidos, diga-se de passagem), demos início a projetos pessoais (que já não eram só de um e sim dos dois) e emendamos cinco anos de casamento, sendo que a cada ano, a vontade de ter um filhinho (ou filhinha) crescia e se solidificava.


Sempre tivemos consciência de que um filho era algo muito especial. É alguém que iria aprender conosco o que aprendemos de nossos pais e da vida, alguém que teria demandas físicas, materiais, espirituais, etc. Quando decidimos que a hora tinha chegado, o bebê teimava em não chegar. Se pensarmos em alguns muitos casais que lutam por um positivo, até que não foi tanto tempo assim (um pouco mais de dois anos), só que ansiosos como nós somos já estávamos ficando tristes. Mas hoje sei que ele chegou na hora certa, e eu já sabia desde o primeiro momento que não éramos mais dois e sim três. Papai também sabia, ele é um cara que anda ligado nas coisas (he, he, he)!


E o momento da confirmação? Primeiro fiquei surda.

" - Suas suspeitas estão confirmadas."
" - O quê?"
" - Suas suspeitas estão confirmadas."

Depois saí da sala do médico quase pulando, sentindo um monte de coisa que não sei explicar, junto com euforia, felicidade, me sentindo completa. Até então nem imaginava que faltava isso para eu me sentir uma mulher de verdade, sabe aquela coisa de estágios, fases da vida? Eu amo ser mulher e vim aqui também para ser mãe.

Minha gestação foi m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a! Fiz tudo o que eu já fazia e mais um pouco. Me cuidei muito bem, me estressei também, mas procurei não guardar nada que me fizesse mal. Me sentia a mulher mais linda do mundo.
Logo no auge da Mulher Melancia e eu com aquela barrigona redonda...reinvidiquei logo o meu posto de "Verdadeira Mulher Melancia ".
Tem uma coisa muito bonita que acontece com as mulheres quando estão perto de parir que é uma vontade de arrumar "o ninho" para a chegada da cria. Eu pensava que era bobagem mas não é não. Eu estava com 38 semanas, com uma reforma do quarto e uma casa extremamente bagunçada. Briguei, disse que ía arrumar a casa assim mesmo, e tudo o mais. Na verdade era uma ansiedade, uma aflição de vê-lo chegando e não ter o canto dele arrumado, ter privacidade, não queria ficar na casa de ninguém. Quando meti a mão na massa já estava entrando em trabalho de parto e nem sabia. Uma dorzinha de leve nos quadris. Mas Deus é grande e mainha me chamou pra comer feijoada (he, he) e lá, na casa dos meus pais, tive um sinal de sangue. Eu sabia que só dependeria de mim e de Deus (além dos médicos, é claro) nessa etapa da vida, mas só o fato de ter me encontrado com meu pai e minha mãe naquele dia, naquela hora, me deu muita força.
E depois, tentei manter a calma todas as vezes que via que ía me desesperar (porque, cá pra nós, tem cada mulher presepeira parindo!!!), e deixei tudo com Deus que não me abandonou nem um segundo. Só tenho a agradecer! Ao carinho e à atenção da minha família (Pais, sogros, cunhados, irmãos, amigos e maridão), aos doutores Aloísio e Pablo, e à Deus por ter me dado a oportunidade de ser mãe de um menino tão esperto e amoroso.
Te amo Luca!!!!!